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Se uma expressão pudesse definir o ambiente de trabalho na Manuchar Brasil desde o início da pandemia, a mais adequada seria “ninguém solta a mão de ninguém”. A frase resume como a multinacional de origem belga, com atuação no mercado de distribuição, logística e trading global de produtos químicos, se posicionou para enfrentar o grave período, com efeitos na saúde e na economia.

Enquanto muitas empresas tiveram de reduzir seus quadros de funcionários, suspenderam contratos de trabalho, encurtaram as jornadas e reavaliaram os planos de carreira, a Manuchar decidiu estreitar laços com os colaboradores e acelerar. O reconhecimento veio em forma de prêmio: pelo terceiro ano consecutivo, a Manuchar Brasil foi apontada como uma das melhores empresas para se trabalhar no Rio de Janeiro, de acordo com o Great Place to Work (GPTW).

Renata Agualuza, CEO da companhia, não esconde que a pandemia trouxe muitos desafios, por isso ficou surpresa com a nota do GPTW deste ano: 86, maior que a obtida em 2020, quando chegou a 82.

— Decidimos não colocar o pé no freio. A empresa manteve os recursos para investir nas pessoas por meio de treinamentos e ações de desenvolvimento.  As ferramentas virtuais e ações realizadas em várias ocasiões serviram para que as pessoas se sentissem mais integradas, aumentando a sensação de pertencimento — resume Renata.

Hoje, a Manuchar conta com 270 colaboradores, distribuídos por seis escritórios comerciais (dois no Recife e um em Blumenau, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro), mais sete Centros de Distribuição em cinco estados (Pernambuco, Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro), num total de 54.500m2.

Havia a preocupação de que o trabalho remoto comprometesse a proximidade construída ao longo dos anos. Ao mesmo tempo, era preciso manter a motivação dos profissionais que continuaram nas jornadas presenciais nos centros de distribuição da Manuchar. Esse se tornou um dos desafios para a CEO.

— Investimos para valorizar e cuidar dessas pessoas com uma série de medidas de segurança. Também promovemos ações de descompressão para reduzir a tensão gerada em um momento tão difícil.

Com a decisão de “pensar nas pessoas e não só em resultados”, a CEO acredita que conseguiu conduzir a Manuchar de forma mais leve em um período tão difícil. Desde o início da pandemia, os colaboradores da Manuchar tiveram acesso de forma transparente às decisões da direção da empresa. Uma das primeiras medidas foi aderir ao movimento que garantia que não haveria demissões por 60 dias.

— Disse que faria o possível e o impossível para que, passado esse período, não tivéssemos que deixar ninguém para trás. Mas expliquei também que os resultados da companhia dependeriam do engajamento de todos. Foi um processo que mostrou a importância da transparência, de se dar voz ao grupo e como isso impacta no reconhecimento do esforço de cada um e nos resultados da empresa— detalha.

Um ensinamento da pandemia que começa a ser colocado em prática na Manuchar é sobre o papel da inovação no estímulo à participação dos colaboradores em melhorias na empresa. A CEO explica que o tema não é tratado apenas como investimentos em TI, mas em como contribuições dos profissionais podem mudar processos e melhorar os resultados.

— No Projeto de Incentivo à Inovação, queremos dar um espaço para que os colaboradores participem com ideias, que não tenham medo de ser criativos. O principal objetivo é que essas sugestões não fiquem fechadas num grupo e, ao contrário, avancem — explica a executiva.

Paralelamente, a Manuchar tem outros projetos. A empresa está em fase de implantação da ISO 14.000, está investindo em governança corporativa, em uma plataforma digital de treinamento e desenvolvimento e tirou do papel projetos de novos centros de distribuição.

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